Ratnik

  • Ano de estréia: 2013
  • Eventos: Winter Challenge 2013, FACE 2013, Winter Challenge X (2014), RoboGames 2015, Winter Challenge XI (2015), Summer Challenge 2015, RoboGames 2016, Winter Challenge 2016 e Salão de Robótica 2016
  • Conquistas: 9º no WC2013, 1º no FACE 2013, 8º no WC2014, 11º no WC2015, 8º no SC2015, 8º no WC2016 e 3º no Salão de Robótica 2016
  • Arma: Barra horizontal de impacto

Ratnik é um robô da categoria Beetleweight (1,36kg) que conta com uma barra de impacto horizontal de 1 dente girando a 9000 rpm. Seu nome vem do serbo-croata e significa “guerreiro”. O projeto começou a ser desenvolvido em 2012 e teve sua estreia no Winter Challenge 2013 sendo o primeiro robô da equipe na categoria.

Mecanicamente, os maiores obstáculos foram o peso da categoria e a alta inércia da arma, que resulta em uma grande energia a ser dispersada pela estrutura do robô. Com isso em mente, a base do Ratnik foi altamente otimizada através de simulações dinâmicas e foi usinada a partir de um único bloco de Alumínio 7075 garantindo uma estrutura leve e resistente. Essa usinagem foi possível graças ao apoio da Toyo Matic – Lider em usinagem de precisão.

A locomoção é realizada por dois motores Pololu com redução 34:1 acoplados a um par de rodas Banebots de 60mm de diâmetro garantindo uma velocidade final de 1,5 m/s.

O sistema da arma é composto por uma barra de aço 4340 tratada a 43 HRC movida por um motor brushless Turnigy L3010B-1300 através de um conjunto de polias e um par de O-rings para transmissão. O formato da barra surgiu através de diversas análises por elementos finitos, sendo um modelo de arma com uma das maiores inércias da categoria.

Devido ao peso reduzido da Beetleweight, sua eletrônica foi projetada a fim de ser leve e ocupar o menor espaço possível. Por isso, o receptor principal foi substituído por um receptor satélite que utiliza uma comunicação serial. A eletrônica recebe os dados e envia os comandos tanto para os motores da locomoção como para a ESC (Electronic Speed Controller) do motor Brushless que é utilizado na arma.

Na eletrônica, foram empregados circuitos integrados multifuncionais para reduzir o número de componentes, que possuem um encapsulamento reduzido conhecido como SMD (Surface Mounted Device). Além disso, devido às inovações empregadas, foi necessário o desenvolvimento de algoritmos novos para o controle do robô. Tudo isso com uma margem de segurança para se obter a maior confiabilidade possível durante o combate.

A alta otimização do projeto resulta em um robô resistente e com um forte ataque, letal para seus adversários.